saiba o que é storytelling

Storytelling: histórias impossíveis de serem ignoradas

Você sabe o que significa storytelling? Basicamente, é uma forma eficaz de fazer marketing através da empatia gerada com seu público-alvo, contando uma história.  Neste artigo vamos explorar o tema e citar alguns exemplos de storytelling. Saiba mais.



“Senta que lá vem história”.
Quem não gosta de ouvir uma boa história? Seja dos nossos amigos ou até mesmo nos filmes, a arte de contar boas histórias, ou storytelling, sempre conquistou nossa atenção e provavelmente continuará fazendo isso.

Mas e se eu te dizer que você pode aproveitar essa técnica para impulsionar sua estratégia de marketing e, por consequência, também as suas vendas? Incrível né?

E se estiver interessado sobre esse assunto, convidamos você a ler esse post até o final para entender, aplicar o conceito de storytelling e conseguir melhores resultados. Vamos em frente!

Storytelling: o que é?

No começo desse post já mostramos um pouco sobre esse conceito. Agora, vamos aprofundar um pouco mais nesse tema. Storytelling, nada mais é do que contar histórias que contenham mensagens relevantes. Entenda como relevante aquilo que faz sentido, que chama atenção de um determinado público (mas esse assunto será desenvolvido mais para a frente).

Além da mensagem, outros elementos fazem parte da arte de contar histórias: personagens, ambiente, tempo e conflito. O termo deriva do inglês, em que story significa “histórias” e telling, algo parecido com narração.

O fato é que não há nada de novo aqui. Sucessos como Star Wars e vários outros filmes de Holywood já fazem isso a tempos. Até mesmo Jesus Cristo (independente de você acreditar nele ou não) já contava histórias, as famosas parábolas, para seus apóstolos e seguidores. Era assim que o conhecimento era transmitido nos tempos antigos, de geração para geração. A técnica também é aproveitada em peças de teatro e comerciais de tv, por exemplo.

Dito isso, você precisa entender também por que é tão importante usar o storytelling em sua comunicação. 

storytelling historia

Para que serve e qual sua importância?

Então, agora que você está mais à vontade com o termo storytelling, vamos falar um pouco sobre a sua importância e para que ele serve.

Conexão

Uma história bem contada tem a capacidade enorme de gerar conexão com seu público. Ao desenvolver o enredo é extremamente importante levar em consideração as características do público. Fazendo isso, você consegue fazê-lo sentir empatia com os personagens e com a história e é esse sentimento o responsável por criar conexões tão profundas e também identificação.

E não subestime o poder das histórias! O tipo de conexão criada com o público é emocional. Sabe o que isso significa? Você estará conversando diretamente com o Sistema 1 das pessoas, responsável por nossas decisões rápidas e impulsivas. Assim, é bem mais fácil transmitir uma mensagem a alguém e convencê-lo a tomar alguma decisão, se for o caso.

 

Chamar a atenção

Pare e pense: quantos e-mails você recebe por dia em sua caixa de entrada? Todos são úteis para você? Quantos vídeos você assiste por dia no YouTube, Instagram ou Facebook?

Não sei se você sabe exatamente, mas uma coisa podemos falar com certeza: muitos!

Para ser mais exatos, vamos te mostrar alguns dados que a Forbes publicou sobre o que acontece durante 1 minuto na Internet:

  • 1 milhão de logins são feitos no Facebook;
  • 4,5 milhões de vídeos são assistidos no YouTube;
  • 41,6 milhões de mensagens são transmitidas via Whatsapp;
  • 3,8 milhões de buscas feitas no Google;
  • 347.222 posts são vistos no Instagram;
  • Cerca de 1 milhão de dólares gastos.

É impressionante não é? Mas o que isso tem a ver com storytelling?

É muito simples! Nós estamos vivendo um boom de informações. Somos impactados o tempo todo por pessoas ou empresas batalhando pela nossa atenção. E qual é uma boa maneira de se destacar? Isso mesmo! Sabendo contar boas histórias!

Fazendo isso, você sai do comum, daquilo que a maioria está fazendo e cria algo personalizado. Assim, você aumenta suas chances de chamar a atenção da audiência.

Cativar o público

O ser humano, naturalmente, já tem uma tendência a gostar de histórias. Isso explica a grande audiência de programas, novelas e por que as salas de cinema vivem lotadas. Mas o grande ponto é que as histórias, além de chamar a atenção de alguém, também cativam as pessoas, gerando um vínculo emocional.

Ficar gravado na memória

Se você chegou até aqui, viu que uma boa história chama a atenção, cativa e se conecta com o público em um nível emocional, certo?

Agora vamos pensar o seguinte: imagine a empresa A e a empresa B. As duas vendem o mesmo produto e disputam o mesmo mercado. Agora pense que a empresa A criou uma nova campanha em torno de um vídeo que mostrava uma história planejada, bem construída e relevante para seu público; enquanto a empresa B continuava fazendo vídeos comuns, com um formato já usado, não só por ela, mas pela grande maioria dos concorrentes.

Se coloque no lugar do potencial cliente: mesmo que num primeiro momento você não tenha nenhuma intenção de comprar esse produto, mas tenha assistido aos dois vídeos. Se em algum momento você resolver comprá-lo, de qual empresa se lembraria com mais facilidade?

Não há dúvidas que a empresa A seria lembrada primeiro, não é mesmo? E ficando na cabeça das pessoas, aquele produto tem muito mais chances de ser vendido.

storytelling memoria

 

Facilitar o aprendizado e deixar a informação mais leve

Essencialmente a arte de contar histórias serve para transmitir uma mensagem. Por isso, essa técnica não está restrita às telonas do cinema ou ao marketing/publicidade, como a gente vem discutindo aqui. Você pode usar, inclusive, para ensinar alguma coisa para alguém.

É o que a gente encontra em fábulas, por exemplo. Nessas histórias infantis, toda a história é mostrada para a criança de forma bem leve. Depois que ela já está envolvida e entretida com a história, é apresentada a uma moral, o ponto-chave desse tipo de narrativa.

Com a cabeça mais aberta e o formato mais leve, a criança consegue absorver com muito mais facilidade a mensagem que é passada. E isso serve também para gente grande. Muitos palestrantes começam o seu discurso contando uma história ou um fato da sua vida para chamar a atenção da plateia e também gerar conexão com ela.

Storytelling: como fazer?

Bom, acho que deu para sacar os benefícios de criar uma história impactante, não é mesmo? Então agora, mãos à obra e vamos ver o lado mais prático dessa técnica!

Definir a mensagem

Para ter sucesso com sua estratégia de storytelling, independente do objetivo que você quer atingir, precisamos falar sobre um ponto importante de uma história: a sua mensagem.

Lembre que você precisa gerar conexão com o público. Então quais palavras você irá usar? Qual é a linguagem mais adequada? Quais problemas ou desafios o seu público enfrenta e que podem ser abordados?

Fazer essas reflexões vai ajudar a criar uma mensagem mais assertiva e adequada para sua audiência, aumentando as chances da coisa dar certo.

 

Ambiente

Onde essa história acontece? É preciso definir isso também com bastante clareza. Se você optar pelo formato de texto, é preciso ter um cuidado a mais e descrever o ambiente com muitos detalhes para que seu público consiga imaginá-lo. Se resolver produzir um novo vídeo, fica um pouco mais fácil (apesar de todo o trabalho de produção) porque uma imagem fala mais que mil palavras, concorda?


Personagens

Além desses dois pontos, quantos personagens sua história terá? Quem será o principal? Quais características deles que os aproximarão do seu público? Definindo esses pontos e o personagem principal, você precisa passar para o próximo tópico.


Conflito

A maioria das histórias segue um formato parecido: a Jornada do Heroi. Não se preocupe com ela agora porque vamos explicar um pouco melhor ao longo do texto. Mas o fato é que o heroi segue por uma série de fatos até chegar ao seu maior desafio (o clímax da história).

Esse é o ponto de maior interesse da narrativa e o que vai manter a audiência com maior interesse e expectativa. Portanto, seja criativo! Não pense em um conflito tão simples, para não quebrar essa expectativa do seu público.

Pense em um desafio que seja difícil e que ao mesmo tempo exija muito esforço do heroi, a ponto que ele se sinta transformado e surpreenda as pessoas.

 

Começo, meio e fim

Assim como um texto, sua história precisa de um começo, meio e fim. Estruture esses pontos com muito cuidado, de forma que se completem e façam sentido em conjunto. Ao terminar de criar a sua história, revise esses pontos e tenha certeza que estão adequados.


Os principais tipos que existem

Agora sim! Vamos entender um pouco sobre os principais tipos de storytelling que existem, para que você possa explorar ainda mais o potencial de uma boa história. Veja então os principais tipos abaixo:


Inimigo comum

Esse formato apresenta uma causa que deve ser combatida, que é vista como um vilão. A frase “nós contra eles” se encaixa aqui feito uma luva!

E como você “elege” esse inimigo? Muito simples: basta você entender mais sobre seu público. Feito isso, você pode apontar o dedo para a obesidade, fome, guerras, misérias e etc. O importante é que também seja um inimigo para o público.

E por que isso funciona? Além dessa poderosa conexão, as pessoas, mesmo que de forma inconsciente, sentem necessidade de pertencer a um grupo. Com a técnica do inimigo comum, você faz um chamado para que elas pertençam ao grupo do “nós”.

Jornada do idiota

O objetivo da Jornada do Idiota é mostrar que qualquer pessoa pode atingir o sucesso, mesmo cometendo erros. O potencial de conexão com o público é muito forte, porque mostra alguém que atingiu um objetivo do público, mas que não é perfeito e também comete falhas pelo caminho. Ou seja, é um tipo de história que motiva!

Esse tipo de narrativa conecta porque é a realidade da maioria das pessoas que se propõem a fazer uma coisa nova: são mais erros do que acertos!


Jornada do herói

Deixamos ela por último porque é o mais comum. Mas não é por isso que é menos importante, muito pelo contrário! Grandes filmes e histórias estão estruturadas sobre a jornada do heroi.

Aqui vamos aprofundar um pouco mais em suas etapas, mas pode ter certeza que vai valer a pena!

storytelling heroi

 

O heroi e seu mundinho

No primeiro momento, somos apresentados ao heroi, às suas características e como é o mundo ao seu redor.

Chamada para a ação

Se você estuda sobre marketing, sabe o que é um CTA ou Call to Action. Nesse momento da Jornada do Herói é exatamente isso que acontece: uma chamada para o herói tomar alguma atitude com relação a um conflito que começa a surgir.

Recusando

Nesse momento, nosso heroi se vê em um dilema moral: aceitar ou recusar a essa chamada. A tendência é de recusa e retorno ao seu mundinho normal.

Saindo da zona de conforto

Nessa hora o protagonista se depara com algo ou alguém que chame sua atenção para a necessidade de agir.

Aceitando a chamada

Depois de passar por esse conflito interno e encontrar alguma coisa que o faça agir, o heroi decide entrar de cabeça na sua jornada.

O novo mundo

Após aceitar o chamado, o herói encontra personagens a seu favor, mas também inimigos. No decorrer da história também enfrentará testes.

Superando o primeiro desafio

Somos apresentados então ao primeiro desafio que nosso herói supera

Fundo do poço

Aqui o protagonista baterá de frente com seu maior desafio. Em um primeiro momento não consegue superá-lo, mas logo em seguida isso será feito.

Recompensa

Agora sim, o desafio principal é superado pelo heroi. A mensagem transmitida é reforçada como recompensa para o público.

De volta para casa

Depois de vencer o desafio mais difícil, o heroi volta para seu mundo triunfante.

Ressurreição

É feito um novo teste ao nosso herói. Ele precisa usar o que aprendeu para superar o desafio.

Elixir

Agora o retorno ao seu mundo é definitivo e o herói pode transformar a vida de todos usando um “elixir”, que nada mais é do que a recompensa.

Essas são as 12 etapas da Jornada do Herói. É importante dizer que elas não precisam ser seguidas à risca: de acordo com a necessidade, você pode usar todas as etapas ou apenas algumas delas.

Exemplos de storytelling

Por fim, a gente também gostaria de mostrar exemplos de marcas que apostam no storytelling para suas produções e te inspirar a dar os próximos passos.

Antártica

Uma das marcas que souberam explorar a técnica, criando a websérie #QuaseNumaBOA com vários episódios, foi a Antártica. Essa série de vídeos rendeu várias visualizações e interações do público com o vídeo.

Volkswagen

A Volkswagen é outra marca que soube explorar muito bem o lado emocional do storytelling. A marca criou um vídeo de despedida de um dos seus mais famosos carros: a Kombi. De forma humanizada, a Kombi “vai contando” sua história e toda a contribuição que ela teve durante todos os anos que foi vendida. Teve gente que realmente se emocionou ao ver o vídeo, chegando, de fato, a chorar.

Vivo

Já a Vivo criou um vídeo bacana também ilustrando a história da música Eduardo e Mônica do Legião Urbana. O público aceitou bem o vídeo, que também conta com vários comentários positivos sobre o trabalho desenvolvido pela operadora e muito envolvimento.

Boticário

Outra vídeo muito bem feito, feito pelo Boticário, foi o da campanha de Dia dos Namorados. São várias histórias curtas dentro do mesmo vídeo que mostram o momento em que os casais se presenteiam. Vídeo bem dinâmico e de alta qualidade!

Bom, então é essa a mensagem de hoje. Mostramos alguns benefícios que uma boa história pode proporcionar ao público e alguns usos que ela pode ter. Você viu também os principais tipos de narrativas que podem ser usados e alguns modelos para se inspirar.

Agora queremos saber de você: o que achou desse post? Já ouviu falar sobre essa técnica de contar histórias? Já criou alguma que deu certo? Deixe um comentário para a gente e enriqueça esse assunto!